quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Carta 2

Cláudio, escuta

baixinho aqui na tv tem uma dona do sexo falando de verrugas brancas na genitália femin...Deixa pra lá.
Eu ia te ligar ontem, mas minha voz anda cansada de ouvido, então estou apelando pra caneta (do cara do gás, porque na bagunça da mudança não encontro sequer uma). Não é delírio nenhum; estou querendo ficar com os lábios, os grandes, apertados, e seria O fim alugar filme pornô. né não? Sabe que já pensei em largar o bom senso e mandar anúncio pra jornal:
Gleisiane (pseudônimo), peitinho duro, mamilos bonitos, olhos azuis, um céu na cama. Topo o básico e negocio. Esdrúxulo isso! Pode ficar com vergonha alheia.
Pelo menos eu pulo a azaração, blablabla inicial, risinho desmanchado com resposta pra perguntas indizíveis; economizo na gasolina e na dor de peito partido no triiiiim do relógio escroto que comprei no camelô junto com meu amor próprio. 07:00 AM !
Você sabe que com você também foi assim, e mesmo que eu tenha dito que sou do tipo que passeia passos sem pegadas, que não me amarro nem em mim... meu dentro se amarrou. E foi em você. Eu escrevo pra ver se você larga as ferramentas, a gata cor de leite e o Botafogo pra vir correndo pra São Paulo.
Nem ligo se você tem família. Se você não tem, pouco ligo.
Eu não sou do tipo que sonha com domingo na sogra, chá com as primas e buquê. Só quero peso largo em cima do meu pluma; verdadeiramente me dilacerando, te deixo dizer até palavrões. Mas vêm? Meu lençol tem margaridas e colônia de engano. Diz que vêm? Porque meu grito escrito é urgente.


Ah, ontem sonhei que um boi verde mastigava a carta que fiz pra você. Vou correndo colocar esta no correio.

Um beijão da Marília.

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